23.12.09
22.12.09
o melhor destes dias
os sobrinhos-sobrinhos e os sobrinhos-emprestados estão tão fofinhos.
um tem dez meses e já anda, parece um pinguim.
outra, a da fotografia, é redondinha redondinha, tem uma carinha moldada com vários círculos.
há uma que fala lindamente, sabe os nomes de todos amigos todos pais e domina completamente quem faz casal com quem, é adorável.
no outro dia havia um que queria vir para minha casa comer laranjas.
a mais vaidosa anda doida com uns autocolantes brilhantes que cola em tudo e em todos.
há um que diz que é bnito e a mana dele também.
a mais traquinas come mãos cheias de chocolate e ri às gargalhadas.
ando-me a fartar de rir com esta criançada toda!
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21.12.09
15.12.09
10.12.09
7.12.09
criar laços
passámos o fim-de-semana em passeio à procura dos laços familiares de um amigo.
pelas aldeias das beiras falámos com muita gente e relembrei como o país é muito mas mesmo muito mais do que Lisboa e como as pessoas podem ser tão simpáticas, prestáveis e acolhedoras.
e relembrei-me assim, há 12 anos atrás.
quando vim para a cidade comportava-me como os homens e mulheres que conheci este fim-de-semana, relacionava-me com os desconhecidos de uma forma aberta, sem receios, com vagar para ouvir e com coração para ajudar.
e assim fiz muitos amigos, daqueles que vão durar a vida toda!
devia recuperar essa forma de estar?
penso que sim!
o que ganhei vale muito mais do que o que perdi, os laços que criei são inesquecíveis, as experiências que não correram bem são esquecidas com o tempo, não têm importância.
estes dias foram intensos!
quanto ao frio... só na guarda é que quase me caíram os dedos dos pés e das mãos.
agora parece que é primavera em lisboa.
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Etiquetas: dar e receber, it's mi, viver
4.12.09
30.11.09
27.11.09
esperança
Quando penso na experiência da vida ou quando falo sobre ela, apercebo-me que devo fazê-lo com delicadeza e respeito. De facto, a vida não é fácil e quando falamos dela com alegria e entusiasmo, pode acontecer que acentuemos ainda mais a tristeza de algumas pessoas, daquelas que sofrem. Sinto que devo falar da esperança, mas de uma esperança encarnada e acontecida dentro da experiência de dor de cada pessoa. Caso contrário, a minha esperança poderia causar desesperança na medida em que se pode provocar no outro, além do que já sofre, um sentimento de incapacidade por não viver a esperança.
[Nuno Branco, sj in "Toques de Deus"]
Quando li este parágrafo emocionei-me ao lembrar as vezes que me senti menor por não conseguir estar sempre feliz como alguns amigos que tenho e que adoro e que estão sempre felizes, estupenda e estupidamente felizes.
esses amigos de que falo são pessoas que demostram ao mundo que estão sempre óptimos, satisfeitos e cheios de alegria e esperam o mesmo dos outros, pois têm medo das fragilidades, suas e dos outros, e fogem delas como o diabo da cruz.
estou a aprender a valorizar a capacidade de sentir e de saber sofrer, o direito a estar mais alegre num dia e menos noutro, a riqueza que é passar por tristezas, vivê-las, encará-las e crescer com elas, exactamente o oposto de passar ao lado das situações, fingir que não se passa nada e que está tudo bem.
as vivências e sentimentos que eu não integrar e não aceitar vão acabar por tomar conta de mim, seja através de uma insónia, uma dor nas costas, um cansaço injustificável ou uma vontade enorme de comer chocolates (!).
comove-me saber que não sou a única a achar (a sentir!) que a felicidade de uns pode ser agressividade para os que sofrem.
e quero muito aceitar a vida na sua essência, esteja ela triste ou alegre, sem a julgar como melhor ou pior, pois é vida e só por isso é um milagre.
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25.11.09
24.11.09
23.11.09
paparocas boas
e, por falta de ingredientes, neste fim-de-semana inventámos um bocado:
trocámos pistácios por cajú, coentros por salsa e funcho por cebola roxa.
e também ficou delicioso!
obrigada pelas boas dicas!
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19.11.09
quinta-feira
também não consigo concentrar-me.
gostava de saber, à semelhança de um doente terminal, quanto tempo ainda tenho aqui, neste trabalho.
e aqui fica uma fotografia dos tempos da mudança para estas instalações, quando a sala estava cheia de caixotes e as janelas ainda não tinham estores.
e deixo também mais uma pequena frase da Etty:
"uma pessoa deve ser a sua própria pátria."
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18.11.09
anotação
é óptimo ver como, com o passar dos dias, o que começou mal se está a tornar numa coisa tão agradável e construtiva.
pela fé e pelo yoga, tenho aprendido a importância de viver o agora, de valorizar o presente, de apreciar o momento, de pacificar a maquinazinha infernal da insatisfação que vive dentro de mim e que me distrai da realidade.
estes posts sobre "onde eu gostaria de estar agora" não invalidam que eu não goste de estar onde estou, até porque gosto muito.
a ideia agora é olhar para as imagens, pensar no que elas significam para mim no presente e valorizar os momentos vividos, pacificamente.
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quarta-feira
[alvor, agosto 2009]
eu gosto de todas as estações do ano... na verdade, faço por gostar, esforço-me!
mas do outono eu gosto mesmo muito pois é a altura do ano em que tenho a energia que recolhi durante o verão para gastar e consigo ter dias bastante produtivos.
este ano ainda não arrefeceu muito mas eu já tenho frieiras nos dedos quase sempre frios das mãos e isso incomoda-me muito.
porque no verão não tenho frieiras e porque adorei andar a fotografar aquela sobrinha linda e querida na praia do alvor, hoje apetecia-me estar ali, naquele momento tão bom em que ela pulava cheia de alegria e energia.
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Etiquetas: fotografar, it's mi, viver
17.11.09
terça-feira
[ljubljana, eslovénia, setembro 2009]
nos dias em que passeei sozinha por ljubljana bebi muitos capuccinos:
substituíram os snacks entre as refeições pois tiravam a sede (eram servidos sempre acompanhados de um copo de água) e enganavam a fome.
e serviram de pretexto para descansar as pernas e os pés sentada nas cadeiras das diversas esplanadas da cidade (aquela gente é fanática por esplanadas!) e ficar a gozar o sol e a observar as pessoas e as ruas e os edifícios.
a fotografia foi tirada num bar-esplanada de jazz muito giro que encontrei ao pé do jardim tivoli.
e hoje, terça-feira, este é um dos sítios onde não me importava nada de estar, nadinha mesmo!
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