21.4.11

páscoa hinduísta

a quinta-feira é santa.
a sexta-feira vai ser semi-santa.
a partir de sábado, começa a páscoa hindu!

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20.4.11

toucador

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madiba - o segredo da perseverança

como já referi, considerava o segredo o aspecto mais assustador da vida na prisão. Não tinha fim nem começo; está-se apenas com a própria mente, que pode começar a pregar-nos partidas. Foi um sonho, ou aconteceu realmente? Começa-se a pôr tudo em questão. Tomei a decisão acertada, valeu a pena o meu sacrifício? Na solitária, não há nada para nos distrair destas dúvidas que nos assaltam.
mas o corpo humano tem uma capacidade enorme de se adaptar a circunstâncias difíceis. descobri que uma pessoa pode aguentar o insuportável se conseguir manter a força de espírito mesmo quando o corpo está a ser testado. ter convicções fortes é o segredo para sobreviver à privação; o espírito pode estar cheio ainda que o estômago esteja vazio.


[nelson mandela / longo caminho para a liberdade]

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19.4.11

madiba - prisão

a prisão não só rouba a liberdade, também tenta tirar a identidade a uma pessoa.
toda a gente usa um uniforme, come a mesma comida, segue o mesmo horário. é, por definição, um estado puramente autoritário, intolerante de qualquer independência ou individualidade. como lutador pela liberdade e como homem, tem que se lutar contras as tentativas da prisão de nos privar dessas qualidades.


[nelson mandela / longo caminho para a liberdade]


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a semana santa de madiba

nessa noite, depois de uma conversa entre nós, o walter, o govan e eu informámos os nossos advogados que, quaisquer que fossem as sentenças, mesmo que fosse a pena de morte, não recorreríamos delas. a nossa decisão chocou os advogados. o walter, o govan e eu acreditávamos que interpor recurso minaria a postura moral que adoptáramos. tínhamos desde o início afirmado que o que tinhamos feito o fizéramos com orgulho e por razões morais. não íamos agora dar a entender outra coisa. se fosse pronunciada a pena de morte, não queríamos prejudicar a campanha de massas que seguramente provocaria. à luz da atitude ousada e provocativa que adoptáramos desde o início, recorrer da sentença resultaria num anticlímax, e mesmo numa desilusão. a nossa mensagem consistia em que nenhum sacrifício era demasiado grande na luta pela liberdade.


[nelson mandela / longo caminho para a liberdade]

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vidinha

neste dias não tenho mãos a medir:

são os preparativos para a viagem.
são duas amigas que acabaram com os namorados e precisam de colo, ouvidos, companhia e ajuda logística nas operações de despejo.
são as actividades beatas da semana santa.
é o yoga, pois já tirei os pontos do pé.
o que vale é que o trabalho não é muito por causa da cabra da crise.

...e ainda quero acabar o livro até sexta-feira...

irs, iuc e inspecção do carro ficam para depois das férias, que não se pode querer fazer tudo ao mesmo tempo!

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18.4.11

madiba - lê-lo tornou-se um vício!


na última semana fiquei completamente viciada no "Longo caminho para a Liberdade" do Nelson Mandela e nem tenho conseguido tomar nota de trechos mais significativos para escrever aqui no blog.

ler sobre o julgamento do qual Nelson Mandela e os seus companheiros saem com pena de prisão perpétua (o que foi óptimo, pois o mais natural teria sido a pena capital) e acompanhar os 27 anos em que esteve preso é verdadeiramente emocionante e inspirador!

pena o livro ser emprestado pois acho que vou ter vontade de o ler mais vezes ao longo da vida.

Nelson Mandela perdoou tudo e todos e nunca deixou de acreditar nos homens (brancos, pretos, amarelos, às bolinhas ou às riscas); sempre acreditou na conversão do homem ao bem desde que se criassem condições necessárias para que tal acontecesse; manteve-se firme, lúcido e convicto num deserto sem fim à vista e mesmo sabendo que a sua mulher e os seus filhos sofriam muito e eram molestados pelas autoridades; esteve mais de vinte anos sem sequer poder tocar a mão da sua mulher...



leiam, vale tanto a pena!

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já posso lavar a alface!

e não é que se lembraram de querer acabar a obra quando estamos em vias de ir de férias!

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15.4.11

uma semana

já estou quase na índia! :) *

13.4.11

desejosa de lavar alface aqui

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desenhos de uma sobrinha

a s2 de cinco anos foi à missa comigo (é uma criança muito beata, adora ir à missa!). para a entreter, dei-lhe uns papéis que tinha na carteira, uma lapiseira e uma esferográfica. desenhou o tio, a tia, ela e a irmã mais nova:

e um anjo:

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11.4.11

grandes progressos



esta tablete de chocolate durou três semanas, quinze dias úteis, na gaveta da minha secretária!
foi consumida em doses homeopáticas de dois ou três pequenos quadrados e ainda foi partilhada com uma colega choco-dependente.
há uns tempos, estes 100g de chocolate desapareciam em 10 minutos por isso são mesmo grandes progressos!

as dezenas de amêndoas da hussel que comi ontem estragam um bocadinho a estatística mas festa é festa!

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tem sido assim, desde sempre

entre a dor e o nada, escolho a dor.

[William Faulkner]

não chega bem a ser uma escolha, é mais o não saber ser de outra maneira.


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8.4.11

já quase que se pode cozinhar lá em casa!



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7.4.11

madiba - humildade

afirmei que, se estivesse numa posição semelhante à dele, tentaria subordinar os meus interesses pessoais aos do povo. imediatamente me arrependi deste último reparo, porque sabia que, em discussões, nunca vale a pena adoptar um tom de superioridade moral em relação ao adversário.

[nelson mandela / longo caminho para a liberdade]

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madiba - procura-se!

acordei a minha mãe, que ao princípio parecia ter visto um fantasma. Ficou encantada. Eu tinha trazido comida - fruta, carne, açúcar, sal, e uma galinha - e a minha mãe acendeu o lume para fazer chá. Não nos abraçámos nem beijámos; não era nosso costume. Embora eu estivesse feliz por estar de volta, sentia uma sensação de culpa ao ver a minha mãe a viver sozinha num ambiente tão pobre. Tentei persuadi-la a vir viver comigo em Joanesburgo, mas ela insistia que não queria deixar o campo, de que tanto gostava. Perguntei-me - não pela primeira vez - se uma pessoa tinha o direito de negligenciar o bem-estar da sua própria família para lutar pelo bem-estar dos outros. Há alguma coisa mais importante do que olhar por uma velha mãe? Será que a política é um mero pretexto para iludir as responsabilidades pessoais, uma desculpa para o facto de não se ter sido capaz de fazer o que se queria ter feito? Depois de estar mais ou menos uma hora com a minha mãe, fui passar a noite a Mqhekerweni...

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muitos dos que aderiram ao PAC fizeram-no devido a agravos ou decepções pessoais, e não pensavam no progresso da luta mas nos seus próprios sentimentos de inveja ou vingança. Sempre acreditei que, para ser um lutador pela liberdade, tem de se suprimir muitos dos sentimentos pessoais que nos fazem sentir como um indivíduo separado e não como parte de um movimento de massas. Luta-se pela libertação de milhões de pessoas, não para glória de um só indivíduo. Não estou a sugerir que um homem se torne um autómato, nem que se liberte de todos os sentimentos e motivações pessoais, mas, da mesma forma que um lutador pela liberdade subordina os interesses da sua própria família aos da família do seu povo, assim também deve subordinar os seus sentimentos individuais ao movimento.

[nelson mandela / longo caminho para a liberdade]


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