31.3.11

madiba - viver no apartheid

quando estava a andar pela cidade um dia, reparei numa mulher branca na sarjeta a esburgar umas espinhas de peixe. era pobre, e aparentemente sem casa, mas era jovem e não sem atractivos. eu sabia, é claro, que havia brancos pobres, brancos que eram tão pobres como os africanos, mas raramente se viam. estava acostumado a ver mendigos negros na rua, e surpreendeu-me ver um mendigo branco. embora normalmente não desse esmola a mendigos africanos, senti o impulso de dar dinheiro a esta mulher. nesse momento, compreendi as partidas que nos prega o apartheid, pois que as provações diárias que afligem os africanos são aceites como se fossem naturais, enquanto que me senti imediatemente tocado por esta mulher branca andrajosa. na áfrica do sul, ser pobre e negro era normal, ser pobre e branco era uma tragédia.

[nelson mandela / longo caminho para a liberdade]

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your greathest strengh is love.

no yogi tea de hoje.

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29.3.11

o exercício de imaginação que eu preciso de fazer agora


estava a subir a montanha. o caminho era difícil e custoso mas gratificante como só as coisas boas e importantes são. entretanto, encontrei um miradouro confortável onde parei para apreciar a bonita paisagem. então, percebi que tinha duas hipóteses: podia ficar ali a vida toda e ser feliz naquele miradouro. ou podia arranjar condições para continuar a subir até topo da montanha e deslumbrar-me com a vista (e com a vida). seja qual for a opção que vou ter que tomar, é muito bom saber que já não estou no sopé da montanha.


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prefiro pensar que é apenas uma pausa inevitável. e prefiro acreditar que não é o meu auto-apartheid em acção. mas se calhar é.


o caminho para a liberdade é longo e duro... mas vale muito a pena!


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28.3.11

língua

instrumento de corte que, quanto mais uso tem, mais afiado fica.

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25.3.11

4 semanas

para a aventura na Índia!

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23.3.11

chegaram!

são a primeira mobília da casa nova.
agora temos que ganhar coragem €€€ para o resto...

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21.3.11

madiba - (auto) apartheid

ser interditado não confina uma pessoa apenas fisicamente, aprisiona igualmente o seu espírito. Induz a uma espécie de claustrofobia psicológica, que faz ansiar não só pela liberdade de movimentos, mas também por uma fuga espiritual. A interdição era um jogo perigoso, porque não se era manietado ou acorrentado por trás das grades; as grades eram leis e regulamentos que podiam facilmente ser transgredidos, e muitas vezes o eram. Uma pessoa podia escapar-se sem dar nas vistas por períodos curtos de tempo e ter a ilusão temporária da liberdade. O efeito insidioso das interdições era que, a certa altura, se começava a achar que o opressor não estava fora, mas dentro.


[Nelson Mandela / Longo caminho para a liberdade]


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16.3.11

madiba - (sobre)viver no apartheid

os africanos precisavam desesperadamente de ajuda legal: era crime entrar por uma porta Só para Brancos, era crime andar num autocarro Só para Brancos, crime beber de um fontanário Só para Brancos, crime andar numa praia Só para Brancos, crime estar na rua depois das onze horas, crime não ter o livrete do passe e crime ter a assinatura errada nesse livrete, crime estar desempregado e crime ter emprego no sítio errado, crime viver em certas zonas e crime não ter onde viver.

[Nelson Mandela / Longo caminho para a liberdade]
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15.3.11

cegueira

Oh! que formosa aparência tem a falsidade!

[William Shakespeare]

felizmente já tenho óculos.

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14.3.11

coisas de casais

Estou casado há quase nove anos e durante esse tempo eu e a minha mulher fomo-nos entretendo (ou uma maneira trôpega de dizer que o nosso entretenimento conjugal gerou quatro pessoas). A intimidade física implícita ao acto de gerar quatro pessoas é proporcional à timidez que ainda sinto de cada vez que lhe sugiro orarmos juntos. Geração de medricas localizados: as nossas erupções da carne são o que nos encolhemos no espírito.

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11.3.11

madiba - muito (sempre) actual



Embora eu tivesse a intenção de acabar a licenciatura e entrar para a Faculdade de Direito, aprendi com o Gaur que o curso não era, em si só, garantia de liderança, e que não tinha nenhum significado, a não ser que uma pessoa provasse o que valia no seio da comunidade.

[Nelson Mandela / Longo caminho para a liberdade]

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gula

olhei para aqui às 9 da manhã e babei-me.

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10.3.11

lavatórios


são coreanos.



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kiva

loans that change lives

agora vou emprestar 25€ à melinda das filipinas.

[mudei de ideias e emprestei à Bakhtiniso Fazlieva do Tajiquistão, precisava mais]

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8.3.11

e já vão três anos!

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4.3.11

back to the future

estas fotografias estão demais!

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3.3.11

lunch time

comi tempeh pela primeira vez e adorei.
e a companhia não podia ser melhor!
fiz o passaporte electrónico: "boas viagens e divirta-se muito com ele!" - o senhor era uma simpatia e eu vou esforçar-me por seguir o seu conselho.
vi um grupo de jovens "à rasca" vestidos de igual e a cantar nas carruagens do metro: "que mundo tão parvo..."
voltei para o trabalho com a sensação de ter ido viajar na hora de almoço.
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2.3.11

quarto branco

com esta inspiração e esta concretização.

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tenho recomendado a História do Futuro a todos os desempregados que conheço (e infelizmente não são poucos...) e hoje recebi um feedback fantástico:

Terminei hoje a formação no CUPAV e tenho de te dizer em traços gerais que aquilo é fantástico.
Foi das melhores coisas que decidi fazer nos últimos tempos.
É isso, não me quero alargar muito por mensagem mas recomendo aquilo a todos, é muito bom e as pessoas fantásticas.


Se um dia ficar desempregada (deus queira que não!), estou lá!

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1.3.11

ganhei!

sigo blogs de amigos, de moda, de comida, de decoração e de religião.
numa das minhas deambulações pelos blogs de moda, concorri na desportiva a este concurso e voilá... ganhei!

"Se está a pensar que a crise vai correr com a moda da sua vida, corra como a Babi... e fique na Moda!"

agora só me falta mesmo começar a correr! ;)

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