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20.2.13

d51

"(...)

É difícil dizer que não a meios de satisfazermos a nossa curiosidade em relação ao nosso futuro e a nós próprios. Seja qual for a nossa posição  acerca da veracidade deste tipo de conhecimento, a curiosidade é insaciável e pode facilmente tornar-se compulsiva.

Contudo, existe um tipo de conhecimento mais seguro – de que os mestres do deserto disseram que ainda é mais importante para a nossa jornada espiritual do que o poder de fazer milagres.(...)

A meditação – o "modo de não-saber" quintessencial – produz este tipo de conhecimento que encontramos no centro mais profundo da nossa consciência (o espaço infinito do coração humano). À medida que entramos nesse centro profundo desenrola-se um processo de integração e transformação. O conhecimento espiritual que flui daqui, não se situa algures num plano secreto ou esotérico. Antes invade cada nível da nossa vida, as nossas emoções, trabalho, relações e sistemas de crenças. O ego deixa de ser o sol à roda do qual giramos, mas torna-se um satélite útil, apesar de menor, à volta de um centro verdadeiro e universal.
O particular e o universal, a grande imagem ou o detalhe, o local e o global encontram a sua verdadeira relação. Sabemos não só quem somos como também o que é suposto fazermos."

{Laurence Freeman OSB | Quaresma 2013 – Terça-feira da 1ª semana}

*

Quando li este texto lembrei-me logo da JMR. Conhecemo-nos quando andávamos em busca de trabalho e rapidamente descobrimos que tínhamos outras buscas em comum.
Há uns dias, a J. dizia-me que se sentia muito sozinha e que precisava de respostas. Relatou mais uma ou outra experiência esotérica recente que a tinham ajudado a dormir melhor dois ou três dias mas o vazio persistia...

Reencaminhei-lhe o texto do P. Laurence com a seguinte mensagem:

*

Olá J.,

Reencaminho-te este email porque acho que tem a ver com a tua busca (e com a minha) de conseguir respostas para as incertezas da vida.

Tenho estado a aprender que NÃO existem respostas, que estamos aqui para aprender a viver com a incerteza do dia de amanhã, só com essa aprendizagem podemos ser mesmo felizes.

Temos andado numa busca ansiosa e frenética de respostas em leituras de aura e de mão, tarot, numerologia e profecias de "mestres" como a E. e muitos outros que tu e eu já procurámos.

Acho que este caminho de procurar nos outros e nas coisas não nos serve mais pois não está a acabar com a nossa angústia.

Penso que temos mesmo que procurar dentro de nós próprias. Os outros caminhos dão algumas ajudas mas não respondem à totalidade nem nunca vão responder.

Começo a acreditar que o caminho é vivermos a nossa vida com o maior amor possível e que é mais fácil se meditarmos com a maior fidelidade possível.

O que achas disto?
É um grande disparate para ti?

*

Preciso tanto de deixar de ser "control freak" como de comer e beber mas é tão difícil!
Ainda me custa mais porque partilho a vida com um grande adepto da auto-magia e do faço-logo-tenho! *
Mas vamos lá, que o que tem graça é ter caminho pela frente e a dois (ou mais) é sempre bem mais divertido!

* {se eu aparecer amanhã com um olho negro, já sabem porque foi :)}

1.2.13

d32

A partir de hoje torna-se mais difícil contabilizar os desafios deste ano mas também sinto que o novo mês dá alento para um novo recomeço.
Quem sabe se Fevereiro não vai ser um mês cheio de sorte?!
Já sei, por experiência própria, que não há boa nem má sorte mas às vezes apetece-me pedir para ter sorte, seja lá o que isso for!
O dia de hoje está a ser tão complicado que o verdadeiro desafio foi escrever o post... Mas pronto, está feito!
Bom fim-de-semana!

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6.12.12

na sala de espera do otorrino

um casal de meia idade, pelos sessentas, ele de nariz ligado, talvez partido, certamente incomodado, ela endireita-lhe a gola do sobretudo, sorri-lhe e volta com as mãos à revista, ele sorri e vai com a mão à mão dela, terno. Enternecedor.

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ela

ela não consegue olhar para ela própria,
ela divide para reinar,
ela põe nos outros o que não consegue ver nela.

para ela,
quem não está com ela está contra ela,
e abandona
tiranamente.

ela vive aflita,
é infeliz.
não pára para
ver, sentir, reflectir, aprender.

não é maldade,
é patológico
e triste.

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4.10.11

brócolos

enquanto escrevia o post anterior o corrector ortográfico corrigiu bróculos para brócolos.
fui confirmar e concluí que toda a vida escrevi mal o nome de um legume que eu adoro!
e senti-me ignorante...
será que para além de baralhar o verbo vir com o verbo ver, também ando aí a cometer ataques à língua portuguesa sem dar por isso?!
e eu que achava que até sabia português...

*